ESPECIAL: RENTABILIDADE DO ALGODÃO DEVE REDUZIR ÁREA BRASILEIRA
  ESPECIAL: RENTABILIDADE DO ALGODÃO DEVE REDUZIR ÁREA BRASILEIRA
  Quem apostou em hedge de câmbio pode ter lucrado
  Safra 2007/2008 já teve tendência de queda
  Plantar soja e milho está mais vantajoso
  Salvo fatores exógenos, recuo no plantio pode chegar a 20%
  Quebra em países-chave poderia antecipar reação nos preços
  Mato Grosso deve reduzir semeadura na próxima temporada
  Após sucessivos aumentos, Bahia pode diminuir área
  Produtores goianos devem fechar no vermelho
  Mato Grosso do Sul ainda tem boa rentabilidade
  Adubos e defensivos pesam na conta dos mineiros
  Paranaenses apostam em redução de custos
  Para Abrapa, novo Plano Safra não traz entusiasmo
  Expediente
 
 

ESPECIAL: RENTABILIDADE DO ALGODÃO DEVE REDUZIR ÁREA BRASILEIRA
Por Rodrigo Ramos / rodrigo@safras.com.br
 

SAFRAS (17 DE JULHO) - Apesar dos preços médios atrativos na comparação histórica, a cotonicultura brasileira poderá experimentar um recuo expressivo de área na temporada 2008/2009. Está é a previsão do analista de SAFRAS & Mercado, Miguel Biegai. "Se não ocorrer nenhum evento excepcional, a tendência é esta", aposta.

Em dólares, os patamares atuais estão entre os melhores já observados para uma segunda quinzena de julho, na linha de US$ 0,78 a US$ 0,80 a libra-peso, posto fábrica em São Paulo, para pagamento curto. Em moeda nacional, estão em R$ 1,27 a libra-peso ou R$ 42,00 a arroba, bem superiores ao ano passado - R$ 1,12 a libra-peso ou R$ 37,04 a arroba, para o tipo 41-4.

Analisando apenas o valor médio, um eventual observador desavisado apostaria em uma possível elevação no plantio", comenta. A distribuição de prêmios pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), através de leilões de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro), corroboraria também esta expectativa. Porém, para ele, a baixa rentabilidade deve decretar a redução na semeadura.

O custo de produção aumentou drasticamente nas duas últimas safras, principalmente em função da elevação dos fertilizantes. Atualmente, ultrapassa, em muitos casos, a remuneração do produtor. "Mesmo os mais vantajosos contratos de exportação realizados para entrega nesta e na próxima temporada não são tidos como remuneradores", frisa.